quinta-feira, 18 de julho de 2013

Festival Criar Contraste - Retrospectiva


No passado dia 13 de Julho no Jardim do Eucaliptal, decorreu o encerramento do Festival Criar Contraste 2013 com actividades em teatro, dança, fotografia, moda e artes circenses.


O Festival Criar Contraste organizado pelo Pelouro Desporto e Juventude da JFB e membros do Clube J arrancou desde o dia 31 de Maio com o NAFF e durante os fins-de-semana de Junho foram organizados diversos espectáculos de teatro com apresentação de duas peças do projecto Teatrola, actuação ao vivo dos Capitães da Areia e o evento a Tecnologia é Humana onde se debateu os temas de software, hardware e cultura livre.


Ofício Bélico


No dia 13 de Julho evento iniciou-se com uma recriação histórica criada pelo grupo Ofício Bélico onde os participantes puderam aprender como agarrar numa espada, como colocar uma armadura e como enfrentar um adversário.





Teatrola

Seguiu-se a apresentação do grupo Teatrola com da peça de teatro “Hoje… há
Champagne do Banco” dirigida e encenada pelo Mário Jorge do Teatro Papa-Léguas que mais uma vez voltou a encantar o público presente superando mais um desafio desde a primeira edição.





A dança também esteve presente com uma performance bastante original desenvolvida por Paula Pinto da associação sentidosilimitados.





Armazém 13


O Armazém 13 também nos presenciou com um excelente espectáculo de artes circenses onde podemos vivenciar um verdadeiro momento de circo contemporâneo.







A noite terminou com um desfile de moda com coordenados dos estilistas Nuno Vidigal, Filipe Ferreira, Ana Santos, João David, Priscila Santos, Modatex e Armando Gabriel.

A maquilhagem ficou a cargo de Cristina Marques e Zakaia, quanto aos cabelos ficaram encarregues por Aurélio Ramos Hairdresser.












Durante todo o evento também esteve patente a exposição de fotografia resultante do concurso realizado no âmbito do festival e Rui Seabra presidente da ANSOL a divulgar a temática da partilha livre.


O Festival Criar Contraste termina a sua edição este ano contado voltar para o ano com uma estética ainda mais arrojada e ainda com mais novidades.



Ficha Técnica

JOÃO CARLOS PEREIRA – Coordenador Geral e Vogal do Pelouro Desporto e Juventude
JOÃO ARAÚJO – Coordenador Executivo
LUÍS VIOLANTE – Comissão Permanente
ANDRÉ ROBALO – Comissão Permanente
JOANA DE MEDEIROS – Comissão Permanente
VASCO RAMOS – Comissão Permanente
JOANA SANTOS – Produção Vídeo
ANDRÉ MATOS – Produção Vídeo
NUNO REVÉS – Coreografia e Coordenação do Desfile
PAULO CÉSAR – Fotografia
ZAKAIA – Maquilhagem
CRISTINA MARQUES – Maquilhagem
ISABEL MARCOS – Modatex
NATÁLIA RELVAS – Modatex
GONÇALO – Técnico de Som
OFÍCIO BÉLICO – Recriação Histórica
MÁRIO JORGE – Direcção Artistíca da Teatrola
ARMAZÉM 13 – Artes Circenses
PAULA PINTO – Direcção Artistíca da Dança

RUI SEABRA – ANSOL

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Ainda sobre o NAFF - Arte do Cinema

O NAFF  já terminou, mas como tínhamos prometido fica aqui os testemunhos do João Monteiro, Joana Santos e André Matos.


João Monteiro
O cinema de curtas-metragens em Portugal é um paradigma desconhecido para a grande maioria dos espectadores ou público assíduo de cinema em geral.

São muitos os filmes que revelam uma enorme qualidade e eficácia e tão poucos aqueles que conseguem ganhar algum relevo, algum destaque, de serem dados a conhecer ao público.

Filmes de uma variedade incrível feitos não só por profissionais como também por cinéfilos, amantes ou amadores.

Fazer um filme é sempre um desafio. Concretizar-se uma ideia em imagem e som implica todo um processo de produção, desconhecido para muitas pessoas.Todo um método de desenvolvimento, de ligação,de tempo, de dinheiro, de rigor, de empenho, de esforço e até de entrega pessoal a um projeto, tanto a nível intelectual como a nível físico.

Para isso torna-se imprescindível a criação de um ponto de encontro entre os responsáveis dos filmes, as equipas, e os consumidores.

O NAFF (Not A Film Festival) surge neste propósito, de se criar uma oportunidade a pessoas que queiram mostrar os seus filmes. Curtas-metragens de ficção, de documentário ou de experimentação ou pequenos excertos fílmicos. Um evento que permita, não só uma reunião com espectadores, como também a possibilidade de exibição em sala.

Dar-se a conhecer trabalhos de qualidade, expor-se filmes originais e criativos, ou outros tipos de produtos alternativos de entretenimento que o público procura. Filmes todos distintos, desde grandes produções, com orçamentos elevados, com um enorme trabalho artístico, a filmes muito bem conseguidos ao mesmo nível e com orçamentos tão reduzidos.


O cinema é sobretudo um trabalho de dedicação e,de certa forma, torna-se necessário a sua valorização. O NAFF, para além de ser uma mostra de filmes, pretende de igual modo ser um meio colaboradorna divulgação e promoção, realçando as verdadeiras potencialidades que tem o cinema português.


Joana Santos
https://vimeo.com/joanasantos
http://umajoanasantos.wordpress.com/
http://pt.linkedin.com/in/umajoanasantos
http://www.behance.net/Joana_Santos


Já me perguntei várias vezes “porque é que estou nesta área, o que é que me atrai”, podia ter seguido outro curso e se calhar estar melhor na vida, no entanto chego sempre à mesma conclusão – eu gosto de contar histórias, de mostrar o que me passa pela cabeça, de compor imagens, de brincar com a luz e com a montagem. Eu podia ter seguido outra área, mas duvido que tivesse o mesmo prazer que tenho quando faço algo relacionado com cinema, principalmente filmar.

O cinema é uma arte assim como a pintura, a escrita ou um simples desenho na parede, vem da nossa cabeça e das nossas vivências, do que sentimos num determinado momento, e que nos dá vontade de fazer um filme sobre a morte ou sobre aprender a andar de bicicleta.

Entristece-me ver o desligamento continuo que existe entre o povo Português e a cultura, nomeadamente o cinema, a não vontade de ver mais e conhecer mais. O cinema português não se resume a uns filmes (que achamos ser) maus que vimos há uns tempos, existe muito para além disso.

É importante perceber que é necessário evoluir, é isso que distingue os novos cineastas (os que saem das escolas ou os que simplesmente gostam de filmar) dos antigos. A grande parte dos filmes portugueses que hoje se fazem mostram a falta de preocupação com o público, são filmes para o realizador, de realizador ou “pseudos” como se costuma dizer, nada há de errado com eles, tirando o facto de não serem filmes para o público português, para já. Sempre que alguém liberta a mente e diz isto é atacado, porque somos jovens, não percebemos, não temos experiência. É verdade, mas também é verdade que somos a geração que mais explorou o cinema de fora, talvez, a geração que mais estudou e que mais percebe das novas tecnologias , da interacção com as pessoas, e acima de tudo, a geração que percebe o que quer ser visto no cinema. É verdade que não temos experiência, mas apenas porque não nos é dada a oportunidade e sempre que a temos, somos menosprezados, servimos para agarrar cabos, trazer cafés, actualizar páginas de facebook e fingir que escrevemos uns guiões que nunca são usados. Esta é a infeliz verdade do cinema português, um cinema que morre de medo da inovação, porquê? Talvez se pense que os actuais profissionais vão ficar sem trabalho, talvez isso aconteça ou talvez estes mestres do cinema se tornem bons professores.

A NAFF surgiu um pouco deste pensamento, achámos e continuamos a achar que existem por ai trabalhos que nunca foram vistos, por inúmeras razões. Decidimos dar-lhes uma oportunidade de serem exibidos independentemente do ano em que foram realizados. Para além disso, queríamos dar a conhecer o que é a curta-metragem, algo que muitas pessoas ainda não sabem  o que é.

Acredito que este modo de pensar ofenda algumas pessoas (apesar de não ser esse o objectivo), no entanto gostava de ver mais jovens a pronunciarem-se abertamente sobre o estado do cinema em Portugal, uma voz no meio da multidão não se faz ouvir sozinha.





André Matos
giradiscosestragados.tumblr.com
O meu pai disse-me uma vez, em pequeno, que quando fosse mais velho e crescesse, eventualmente, os filmes iriam aborrecer-me, que mais tarde deixaria de gostar de cinema. Até hoje, não aconteceu. Gosto muito de ver, e de por vezes, criar os meus filmes. E é acima de tudo, o amor pelas palavras e pelas imagens do cinema que me agita, me desassossega e me faz querer fazer algo mais.

Acredito que existem vozes que continuam por ouvir. E esse silêncio, por falta de força, ou por falta de criatividade para conseguir fazer ouvir o que têm para dizer - é o que me incomoda. Hoje não é necessário que murmurem – precisamos de pessoas que rujam, que se façam respeitar, no meio de todo o ruído; e que se distingam pela vozes que têm, e pelo modo em como dizem aquilo que pensam.  Falo de vozes jovens. Novas. Em ebulição. A arder. Prontas a mostrar e a provar que estão prontas para o futuro. Grande parte dos filmes portugueses que chegam à sala hoje em dia, soam-me a ecos antigos, a canções gastas e a vozes cansadas. Nesse sentido, eu, enquanto espectador, procuro encontrar-me com as vozes, que me querem falar do que é o hoje. Do que é gostar de alguém hoje em dia, do que é existir hoje, dos problemas de hoje – quero sentir-me próximo daquelas imagens e quero aprender algo com elas.

A NAFF foi criada com um propósito muito claro – A de ser um altifalante, de fazer ouvir e dar eco a quem não tem voz. Estes filmes de jovens artistas, que nunca se viram projectados, porque muitas vezes o meio não os permite romper essa barreira – agora, podem ser vistos, apreciados e experienciados, por todos aqueles que se quiserem encontrar com eles.

Estou muito feliz, porque vejo uma nova geração de criadores a nascer. A conceber filmes independentes, e que apesar de serem auto-financiados, com muito poucos meios – me apresentam novas perspectivas e novos olhares sobre a realidade. As dificuldades, estão a tornar-nos fortes, capazes e prontos de fazer nascer novos modos de criar e de se pensar cinema. Estou acima de tudo, feliz, por poder assisti-lo de perto e por poder fazer parte dessa frente.  Este movimento e vontade é evolução, estamos a crescer!  

A Tecnologia é Humana - Recursos Livres

Segue aqui a recolha elaborada por Paula Simões membro Clube J e associada da Associação Ensino Livre onde poderão nos seguintes links ter acesso a uma série de recursos livres: 









Libre Graphics









Designers e coletivos livres



Tipografia livre




Open data


quinta-feira, 11 de julho de 2013

Festival Criar Contraste


O Festival Criar Contraste encerra as suas actividades dia 13 de Julho, no Jardim do Eucaliptal (Estrada dos Arneiros) com um dia muito preenchido.

A programação propõe actividades em teatro, dança, fotografia, moda, artes circenses, FlashMob e animação de recriação histórica.

A actividade é desenvolvida pelo Pelouro do Desporto e Juventude em colaboração com o Clube J.


A entrada é gratuita, não faltes!



Programação
Exposição de Fotografia – 17:00h
Exposição dos trabalhos dos jovens participantes no concurso do Festival Criar Contraste.
Aula de dança dirigida por Paula Pinto (sujeito a inscrição).
O Oficio Bélico é um grupo de animação com mostras de regresso ao passado. Podes aprender como agarrar numa espada, como colocar uma armadura e como enfrentar um adversário.
Apresentação da peça “Hoje… há Champagne no Banco!!!”, por parte dos jovens do Projecto Teatrola dirigidos por Mário Jorge do Teatro Papa-Léguas.
Espectáculo de artes circenses.
Muita música e movimento. Dirigido por Paula Pinto.
Desfile de Moda – 21:30h
Participação do Nuno Vidigal, Filipe Ferreira, Ana Santos, João David, Priscila Santos, Modatex e Armando Gabriel.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

AVENTURINESPERADA - Clube Juvenil (Clube J)

Como publicamos num post anterior, após várias reuniões de jovens decidiu-se tornar o Clube J num clube juvenil com estatuto de associação.

Assim no dia 2 de Maio de 2013 foi constituída legalmente a associação, tendo adquirido a denominação AVENTURINESPERADA - Clube Juvenil (Clube J).

Na passada quarta-feira (26 de Junho) os membros do Clube J estiveram reunidos em Assembleia para aprovar os órgãos integrantes da associação, que são:

Direcção:
- Presidente: João Araújo
- Vice -Presidente: Luís Violante
- Secretário: André Robalo
- Tesoureiro: Nuno Pombo
- Vogal: Anna Abalakova
- Vogal: Joana Santos
- Vogal: Miguel Dores

Mesa da Assembleia:

- Presidente: Diana Vieira
- 1º Secretário: Paula Simões
- 2º Secretário: André Matos

Conselho Fiscal:

- Presidente: José Pedro Félix
- Vice-Presidente: Ruben Duarte
- Secretário: Ana Dias




Festival Criar Contraste - Dança



Gostas de dançar? 

Inscreve-te até ao dia
 12de Julho e participa num FlashMob!


O FlashMob é uma aglomeração instantânea de pessoas num local público para realizar uma ação previamente organizada. 
Será realizado um FlashMob com dança no Jardim do Eucaliptal em Benfica dia 13 de Julho de 2013 que reúne bailarinos profissionais com pessoas da comunidade. 
A participação é gratuita e as inscrições podem ser feitas até ao dia 12 de Julho no Pelouro Desporto e Juventude (Avenida Gomes Pereira, nº17, 1549-019 e pelo e-mail desportoejuventude@jf-benfica.pt , mas apressa-te pois as inscrições são limitadas até 40 pessoas.
A ação inclui as seguintes actividades:

Dia 13 Julho
17h
aula de dança (movimento criativo)
18h ensaio de coreografia com participantes da comunidade
21h apresentação para público 

Vem dançar connosco e viver uma experiência diferente e divertida!

Ficha de Inscrição: http://pt.scribd.com/doc/151213256/Ficha-Inscricao-Danca-Criativa-FlashMoob

Festival Criar Contraste - Os Capitães da Areia - Retrospectiva

Os Capitães da Areia estiveram presentes no Auditório Carlos Paredes em Benfica, na noite de 28 de Junho, a banda fez-se acompanhar da sua boa disposição e proporcionaram ao espectadores duas horas de música pop cantada em português.

O concerto esteve integrado no Festival Criar Contraste 2013 organizado pelo Pelouro Desporto e Juventude da JFB e por membros do Clube J.
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